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MT-175 interditada na ponte de Cachoeirinha

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Conforme anunciado ontem (23), moradores da Comunidade de Cachoeirinha, indignados com a falta de providências para minimizara a poeira levantada pelos caminhões da Construtora que prepara terraplanagem na obra asfáltica  da MT-175, interditaram na manhã de hoje o tráfego na estrada.

A terraplanagem para construção do asfalto corta o trecho urbano da Comunidade.

A poeira tem tornado a vida insuportável porque os caminhões transportam cascalho para o trecho Cachoeirinha/Reservado do Cabaçal, passando dentro na Avenida Principal da Comunidade tornando insuportável a vida dos moradores. Crianças, adultos e idosos estão doentes com tosse e gripe e não têm atendimento médico nem medicamentos no Posto de Saúde da localidade.

Ontem representantes da comunidade informaram à Polícia Civil, Militar e à Promotoria de Justiça que interditariam a pista a partir de 05h00min até meio dia para chamar a atenção dos responsáveis pela obras e das autoridades municipais.

Uma das líderes da interdição Efigênia C. Pereira Arruda disse que “Um dos objetivos que levou à interdição é a construção do asfalto na Comunidade”.

Agente percebe muita enrolação e quem sofre com isso são os moradores, observou Efigênia. Ela e os demais moradores não se conformam com os comentários atribuídos a alguns caminhoneiros que transportam o cascalho cortando o trecho urbano de Cachoeirinha que afirmam que os moradores são um “povinho” que tem de morrer na poeira, mesmo. Esse tratamento de menosprezo potencializa os protestantes que prometem novas interdições caso não sejam tomadas providências para construção do asfalto.

Michele Batista Amorim disse, também, que o que incomoda os moradores é a falta de educação dos motoristas que passam em alta velocidade e não se incomodam se tem criança que pode estar atravessando. Eles têm que olhar que aqui mora gente, reclamou Amorim que ainda observou: os carros pequenos passam em alta velocidade fazendo ultrapassagem das caçambas dentro da Vila. Talvez por causa do pequeno número de habitantes no local, faz com que motoristas teçam comentários que justificaria o desrespeito (a alta velocidade), segundo Michele Amorim que revelou o gracejo que dizem os motoristas: tem tão poucos moradores que “piscou, não viu”. A gente vota e coloca as pessoas no poder, por isso queremos que o prefeito veja nossa situação. Exigimos respeito com o cidadão. Essa noite eu não dormir com minha filha com febre a noite toda. Aqui faz tempo que não vem médico e agente não pode pegar remédio sem receita, contou a entrevistada.

Os moradores não querem medidas paliativas como apenas molhar a rua e exigem a construção do pavimento imediatamente. Compareceu ao local para ouvir os manifestantes que interditavam a rodovia sobre a ponte de cimento, Fernando, filho do proprietário da empresa Campesato. Quando conversou com os moradores ele garantiu que o asfalto será feito, inclusive no trecho urbano de Cachoeirinha, mas não soube informar  quando o serviço será iniciado.

Ocorre que o trecho urbano está na parte final da obra. Isso indica que o asfalto pode ser feito quando a obra terminar, mas os moradores não concordam com a possibilidade de ficar para depois (para o final da obra), porque consideram como um ato de desrespeito com a população.

Informado da situação, na quinta-feira, dia 22, durante o 29º Encontro da Mulher Rural o Chefe do Executivo Municipal telefonou para o proprietário da empresa que mandou molhar bem as ruas para amenizar o sofrimento dos moradores.

INTERDIÇÃO.

A interdição que começou antes do amanhecer foi comunicada à autoridade Policial e à Promotoria de Justiça de Araputanga, ontem (23). Quando a reportagem da Folha de Araputanga chegou eram 08h45min, o vereador Shiguemitu Sato, que sempre defendeu os moradores de Cachoeirinha já estava no local conversando com as pessoas. Outros vereadores Joilson N. Barros, Pedro J. Souza, Sueli Santana, Wilson S. Júnior chegaram acompanhados do prefeito Sidney P. Salomé, para tratar a questão.

POSTO DE SAÚDE

Moradores de Cachoeirinha aproveitaram a presença dos vereadores e do prefeito municipal no ato de interdição, a partir das 09h45min, para apontar as dificuldades que vêm enfrentando.

Eles foram enfáticos ao dizer ao prefeito que todos na comunidade estão doentes, com gripes, alergias e tosse por causa da enorme quantidade de poeira que estão inalando com o tráfego dos caminhões.

De viva voz prefeito e vereadores ouviram dos moradores a reclamação  que no Posto de Saúde não comparece nenhum médico para atendê-los e também não tem medicamento. Eles completaram a reclamação dizendo que a funcionária lotada no Posto de Saúde não vem sendo encontrada a partir das 15horas.

O prefeito já havia mandado o Secretário de Saúde verificar se a informação era verdadeira, diante da população que protestava na MT-175, reconheceu que realmente a atendente não estava no local de trabalho. Contudo Salomé disse que o atendimento funcionará integralmente nos turnos da manhã e da tarde.